Quando pensamos em abelhas, muitas vezes imaginamos flores. Porém, a mera presença de flores não assegura que as abelhas estejam recebendo os nutrientes adequados. Assim como os seres humanos, esses insetos necessitam de nutrientes específicos em quantidades e combinações adequadas.

As mudanças climáticas estão afetando tanto a quantidade quanto a composição nutricional do pólen e do néctar. Isso, por sua vez, altera as necessidades nutricionais das abelhas, tornando mais difícil para esses insetos encontrarem a alimentação necessária para se reproduzir, se desenvolver e sobreviver.

Abelhas solitárias e sociais

Um novo estudo publicado na revista Current Opinion in Insect Science aponta que as alterações climáticas não impactarão todas as abelhas da mesma forma. A maior parte do conhecimento sobre nutrição das abelhas provém de espécies sociais, como as abelhas-melíferas. No entanto, a maioria das abelhas, incluindo muitas nativas da Austrália, é solitária ou vive em grupos sem rainhas ou operárias.

Essas diferenças são essenciais para entender quais espécies estão mais vulneráveis às mudanças climáticas. Por exemplo, as abelhas nativas sem ferrão, como a Tetragonula carbonaria, têm um alcance de forrageamento menor e podem ser mais dependentes da qualidade nutricional das flores próximas.

Como podemos ajudar

Para prever com precisão como as espécies de abelhas responderão às mudanças climáticas, futuros estudos devem conectar a nutrição floral com o desempenho das abelhas em paisagens reais. Enquanto isso, podemos tomar medidas práticas para apoiar as abelhas nativas, como plantar uma variedade diversificada de plantas nativas e manter habitats de nidificação adequados.

Em vez de gerenciar excessivamente os espaços, é importante deixar áreas com solo exposto e ramos mortos, tornando o ambiente mais favorável para uma maior diversidade de abelhas.