A inflação nos Estados Unidos alcançou 4,1% no ano encerrado em maio, segundo dados do Bureau of Economic Analysis divulgados na última quinta-feira. Em resposta, a administração Trump está diminuindo suas chamadas por cortes nas taxas de juros do Federal Reserve (Fed), permitindo que o novo presidente da instituição, Kevin Warsh, tenha um período de maior autonomia em meio a um cenário econômico desafiador.
Embora o presidente Donald Trump tenha reiterado, na quarta-feira, que deseja cortes nas taxas, vários conselheiros econômicos de alto escalão do governo têm adotado uma postura mais cautelosa, evitando exigir reduções imediatas. Essa mudança é vista como um reflexo da nova dinâmica política entre Trump e Warsh, destacando a confiança que o presidente depositou em seu novo appointee.
Um funcionário da Casa Branca, que preferiu não ser identificado, comentou que a relação entre Trump e Warsh agora é mais sutil do que antes, e que o presidente está disposto a permitir que Warsh tome decisões que não foram confiadas a Jerome Powell, seu antecessor.
Além disso, a elevação dos preços de energia, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio, contribuiu para a alta da inflação. Excluindo os preços de energia e alimentos, a inflação subjacente ficou em 3,4%. Warsh afirmou que o Fed está monitorando esses dados de perto, assegurando que a instituição buscará a estabilidade de preços.
Recentemente, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Warsh atuará de forma independente. Em entrevista, ele ressaltou a importância de se manter uma mente aberta em relação às decisões futuras do Fed. Enquanto isso, a expectativa de aumento das taxas de juros aumentou, com o mercado agora prevendo uma chance de 79% de um aumento até o final de dezembro.
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