A Apple comunicou nesta quinta-feira (25) que vai elevar os preços de seus dispositivos MacBook e iPad, devido à significativa alta nos custos de chips de memória e armazenamento. A empresa destacou que essa alta está diretamente relacionada à crescente demanda por data centers voltados à inteligência artificial.
Os novos preços refletem a incapacidade da Apple de continuar absorvendo esses custos. O MacBook Neo, por exemplo, teve seu valor inicial alterado de US$ 599 para US$ 699 (aproximadamente R$ 3.634). O reajuste também inclui o MacBook Air, que passou de US$ 1.099 para US$ 1.299 (cerca de R$ 6.755), e o MacBook Pro, que agora custa US$ 1.999, em comparação aos anteriores US$ 1.699 (R$ 10.395). Já o iPad Air teve seu preço elevado de US$ 599 para US$ 749 (R$ 3.894).
A empresa já havia informado anteriormente que o aumento nos custos de memória começaria a impactar suas margens de lucro. Durante uma teleconferência com analistas, o CEO Tim Cook alertou que a Apple esperava custos significativamente maiores relacionados a esses componentes nos próximos trimestres.
Impacto no mercado de eletrônicos
Analistas acreditam que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser forçadas a aumentar seus preços ainda mais do que a Apple. A escassez de memória, amplificada pela demanda de empresas que trabalham com inteligência artificial, tem pressionado a oferta disponível para os dispositivos eletrônicos tradicionais.
A consultoria TrendForce relatou um aumento de até 98% nos preços da memória DRAM no primeiro trimestre de 2026, com previsões de novos aumentos nos meses seguintes. A situação atual, apelidada de 'RAMageddon', resulta da expansão dos data centers, especialmente pelos contratos firmados por empresas como a Nvidia para garantir o fornecimento de memória.
Com os novos preços, o MacBook Neo deixou de ser competitivo frente a modelos de rivais como Dell e Chromebooks de outras marcas, o que pode complicar ainda mais o cenário de vendas da Apple.
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