Na última quinta-feira (25), consumidores de tecnologia receberam uma notícia preocupante: a Apple e a Microsoft anunciaram aumentos significativos nos preços de seus produtos. A Apple, em uma declaração oficial, informou que os preços de iPads e MacBooks serão elevados devido à incapacidade de absorver a alta dos custos de chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial. A boa notícia é que o iPhone, o carro-chefe da empresa, não sofrerá reajuste.
Entre os principais aumentos estão:
- MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634);
- MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755);
- MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395);
- iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894).
Além disso, a Apple também aumentou os preços do HomePod e do Apple TV. Após o anúncio, as ações da empresa caíram quase 5%, enquanto os papéis da Dell recuaram mais de 8%.
Reajuste nos Consoles Xbox
A Microsoft não ficou atrás e anunciou que, a partir de 1º de agosto, os preços dos consoles Xbox sofrerão um acréscimo. Os modelos de 512 GB terão um aumento de US$ 100, enquanto as versões de 1 TB terão um aumento de US$ 150. Além disso, a empresa informou a descontinuação do modelo de 2 TB.
Os novos preços são:
- Xbox Series S 512 GB: de US$ 399,99 para US$ 499,99;
- Xbox Series S 1 TB: de US$ 449,99 para US$ 599,99;
- Xbox Series X Digital 1 TB: de US$ 599,99 para US$ 749,99;
- Xbox Series X 1 TB (com leitor): de US$ 649,99 para US$ 799,99.
Esses reajustes seguem uma tendência iniciada em outubro de 2025, quando a Microsoft já havia aumentado os preços de seus consoles entre US$ 20 e US$ 70. A empresa justifica os novos valores pela escalada nos custos de armazenamento e memória, que se elevaram mais de 2,5 vezes.
Impacto na Indústria
Esses anúncios revelam que a Apple, mesmo reconhecida pela eficiência em sua cadeia de suprimentos, não escapou dos aumentos significativos nos preços dos componentes. Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado o fornecimento para empresas de chips voltados à inteligência artificial, afetando a disponibilidade de componentes para a produção de eletrônicos convencionais.
A Microsoft também ressaltou que a crise de componentes impacta severamente o mercado de consoles, que geralmente são vendidos abaixo do custo de fabricação, diferentemente de smartphones e computadores.
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