A Austrália confirmou, na última segunda-feira (22), o segundo caso de gripe aviária altamente patogênica H5N1, desta vez no estado da Austrália Ocidental. A infecção foi identificada em um petrel-gigante-do-norte, uma ave marinha migratória encontrada doente em uma praia remota. A confirmação ocorreu apenas dois dias após o primeiro caso registrado no território continental, que envolveu um mandrião-pardo, também uma ave migratória, localizada nas proximidades da cidade de Esperance, a cerca de 570 quilômetros a sudeste de Perth, a capital do estado.

A ministra da Agricultura, Julie Collins, declarou que o governo está colaborando estreitamente com os setores de produção de frango, carne e ovos para implementar medidas que reforcem a biossegurança e evitem a propagação do vírus. “Estamos fazendo tudo o que for possível para impedir que o vírus chegue aos sistemas de produção”, afirmou.

Questionada sobre a possibilidade de manter a doença fora das granjas por tempo indeterminado, Collins admitiu que não há garantias. “Não sabemos a resposta para isso. É uma hipótese”, disse.

Embora infecções humanas pelo H5N1 sejam raras, a disseminação global da gripe aviária tem impactado severamente o setor, levando ao abate de milhões de aves e afetando o abastecimento de alimentos, o que, por sua vez, tem pressionado os preços. Até o momento, a Austrália era o único continente sem casos confirmados de H5N1 em seu território continental, com detecções anteriores apenas na Ilha Heard, um território subantártico australiano.

Como parte das medidas preventivas, o país intensificou os protocolos de biossegurança em fazendas, ampliou a testagem de aves costeiras e vacinou espécies vulneráveis. A produtora de aves Inghams anunciou um bloqueio total preventivo em suas fazendas e unidades de processamento na Austrália Ocidental, frisando que até o momento não houve detecções do vírus em aves comerciais.