Bogotá, Colômbia – Angela Cordon, de apenas 17 anos quando sua família foi separada, dedicou sua vida à busca por informações sobre o destino de seu pai e tio desaparecidos.

Os dois foram entre os mais de 450 mil mortos durante o conflito interno de 60 anos da Colômbia. Angela creditou o Tribunal Especial da Paz (JEP) como uma instituição crucial nessa busca, que lhe permitiu descobrir detalhes sobre a captura e execução de seus entes queridos.

Ameaças orçamentárias

Agora, o governo de Abelardo de la Espriella anunciou cortes orçamentários significativos para o JEP, que já enfrentava críticas por seu alto custo.

O presidente justificou as medidas como parte de um esforço para reduzir a dívida pública, mas familiares e ativistas questionam se a austeridade é a motivação real.

Um projeto de lei também foi apresentado para extinguir o JEP, transferindo suas funções para o sistema judicial geral.

Angela teme que essas mudanças possam comprometer a continuidade das investigações e a busca por justiça.