Nas últimas semanas, a aplicação do sistema de árbitro assistente de vídeo (VAR) na Copa do Mundo suscita dúvidas entre os torcedores. Situações como o pedido de pênalti da Gana contra a Inglaterra, o gol anulado do Brasil diante da Escócia e a partida entre Alemanha e Equador têm gerado confusão sobre quando o VAR realmente entra em ação.

Até o momento, as estatísticas do VAR na Copa do Mundo mostram números semelhantes aos da Premier League. Na liga inglesa da temporada passada, houve 0,29 intervenções por jogo, enquanto na Copa do Mundo esse número é de 0,28. Em intervenções subjetivas, quando o árbitro é convidado a revisar a jogada, a Premier League registrou 0,15 por partida, e o torneio atual apresenta 0,17.

Críticas à aplicação do VAR

Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da FIFA, defende que o futebol é um esporte de contato e que nem todo contato deve ser considerado falta. Ele busca promover jogos mais dinâmicos nesta Copa do Mundo, o que pode complicar a aplicação do VAR.

Na terça-feira, o técnico da Gana, Carlo Queiroz, expressou sua indignação ao afirmar que o VAR “foi tomar um café” ao não marcar um pênalti em uma falta clara. No dia seguinte, o Brasil teve um gol anulado por uma falta considerada duvidosa, fazendo com que ex-árbitros questionassem a decisão.

Casos controversos

Na quinta-feira, durante a derrota da Alemanha para o Equador, um gol foi validado apesar de uma jogada que parecia exigir revisão do VAR. A arbitragem foi criticada, e o ex-jogador Joe Hart e a ex-árbitra Ellen White manifestaram surpresa pela falta de revisão de algumas decisões.

Com a continuidade do torneio, Collina e sua equipe de 30 árbitros de vídeo enfrentam o desafio de garantir decisões consistentes, uma tarefa complexa que, até o momento, parece longe de ser alcançada.