A defesa do jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio protocolou na quarta-feira (28.out.2026) uma petição no Supremo Tribunal Federal que contesta a denúncia do Ministério Público contra ele por associação criminosa relacionada aos atos do 8 de Janeiro.

O advogado de Eustáquio questiona as provas apresentadas pela acusação e pede uma acareação entre o jornalista e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Registro de imagens

A defesa de Eustáquio pede acareação entre os envolvidos, acesso às imagens e aos registros de entrada do Palácio da Alvorada em 12 de dezembro de 2022 e perícia nas chamadas e mensagens de Cid. Pede também o acesso integral aos trechos pertinentes dos depoimentos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A peça argumenta que a denúncia não pode se fundamentar apenas em delações, e que o réu ficou sem representação jurídica depois que sua antiga advogada deixou a sua defesa, em 25 de abril de 2025. Por isso, requer a anulação dos atos processuais a partir dessa data e a abertura de novo prazo para manifestação.