No dia 118 do conflito no Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) emitiu um alerta contra o uso de uma nova rota no Estreito de Hormuz, que considera "não aprovada". A IRGC enfatiza que os navios devem utilizar os corredores designados pelo Irã ou enfrentar possíveis ações de enforcement.

A situação se agrava à medida que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou a Bahrain para um encontro com os líderes do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC). Durante sua visita, ele pretende assegurar a aliados regionais que Washington protegerá seus interesses de segurança e econômicos em meio às negociações com o Irã.

As divergências sobre o futuro do programa nuclear iraniano ainda persistem. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou que inspetores retornarão aos locais nucleares do Irã, mas Teerã condicionou a retomada das inspeções a um acordo final com os Estados Unidos.

Tensões no Líbano

No Líbano, as tensões permanecem elevadas, apesar dos esforços diplomáticos e de um cessar-fogo. Um ataque aéreo israelense na cidade de Nabatieh resultou na morte de duas pessoas. Além disso, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as forças israelenses continuarão no sul do Líbano mesmo que os EUA solicitem a retirada.

Reações do Irã e do Ocidente

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou a OTAN de cumplicidade em uma "guerra de agressão ilegal", referindo-se ao apoio de aliados europeus aos ataques dos EUA e de Israel. A acusação se estende a membros da OTAN, como Itália e Romênia, que, segundo Teerã, devem ser responsabilizados.

Enquanto isso, cinco novos navios operados pela Coreia do Sul transitam com segurança pelo Estreito de Hormuz, sinalizando uma possível redução nas restrições de navegação. Atualmente, 13 embarcações sul-coreanas ainda estão na estratégica via marítima.