A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) possui um contrato milionário de R$ 168,8 milhões com a Rede Sol Fuel Distribuidora, empresa que está sob investigação na Operação Carbono Oculto, que apura vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Assinado em março de 2025, durante a gestão do ex-secretário Marcelo de Menezes Nogueira, o contrato tem validade até 2027 e prevê o fornecimento de 32 milhões de litros de gasolina e 4 milhões de litros de diesel S10, totalizando quase 37 milhões de litros de combustíveis para a frota da PM, que conta com aproximadamente 5 mil veículos.

Em resposta às indagações sobre o contrato, a PM afirmou que ele é legal e que uma nova licitação será realizada para o abastecimento das viaturas. O Palácio Guanabara, por sua vez, não se manifestou sobre o tema.

O contrato não especifica a quantidade de viaturas que serão abastecidas, e o valor pago à distribuidora não é fixo, sendo baseado no preço médio de revenda do combustível, descontando o ICMS e um desconto contratual de 1,54%.

Desde sua assinatura, o contrato passou por várias alterações para incluir novas fontes de recursos orçamentários. Além disso, a secretaria da PM firmou aditivos para prorrogar a instalação de equipamentos e remanejar tanques de combustível.

A Rede Sol Fuel é também investigada por supostas irregularidades no combustível fornecido, incluindo a presença de etanol anidro acima do limite legal. A empresa foi notificada e multada em mais de R$ 1 milhão, além de ter sido proibida de participar de licitações em Três Rios por um ano.

Enquanto isso, a Prefeitura do Rio decidiu suspender a contratação da Rede Sol para o fornecimento de diesel aos ônibus da Mobi-Rio até a conclusão das investigações.