O atacante Eli Just, artilheiro da Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026, surpreende ao afirmar que gostaria que seus gols fossem esquecidos. A declaração vem após ele marcar dois gols na estreia da seleção contra o Irã, na qual a Nova Zelândia empatou em 2 a 2.

Just, que almeja um futuro mais promissor para o futebol neozelandês, acredita que a memória de suas conquistas deve ser ofuscada pela evolução da equipe. "O tempo vai dizer por quanto tempo as pessoas vão lembrar dos gols. Eu gostaria de acreditar que eles serão esquecidos rapidamente porque a Nova Zelândia, no futuro, vai estar na Copa do Mundo a cada quatro anos e marcando muitos gols", disse o jogador em entrevista à emissora RNZ.

O atacante reconhece a importância de seu feito, mas ressalta que a verdadeira vitória seria garantir a presença constante da Nova Zelândia em competições internacionais. "Agora, claro, é bastante especial. Marcar dois gols em uma Copa do Mundo não é algo que eu poderia ter sonhado enquanto criança", refletiu Just.

A Nova Zelândia, conhecida como "All Whites", retorna à Copa do Mundo como uma das surpresas do torneio, participando pela terceira vez na história, após as edições de 1982 e 2010. O apelido da seleção remete ao seu uniforme, inspirado nos "All Blacks", icônica equipe de rugby do país.

Com um ponto conquistado até agora, a seleção neozelandesa ainda tem a chance de avançar para as fases eliminatórias, mas para isso precisa vencer a Bélgica em seu próximo jogo, que ocorrerá na madrugada de sexta para sábado, às 0h (horário de Brasília), em Vancouver. Para Just, a equipe entrará em campo sem pressão, buscando a vitória com a mentalidade de que não têm nada a perder.