Em entrevista ao podcast Podpah, o rapper Emicida fez uma análise profunda sobre o legado do grupo Racionais MC's, que ele considera o maior da história do rap. A conversa ocorreu em meio ao lançamento de seu novo álbum, "Mesmas Cores e Mesmos Valores", que homenageia a obra dos Racionais e o álbum "Cores e Valores", lançado em 2014.

Emicida, que passou por momentos difíceis em 2025, incluindo a morte de sua mãe e um litígio judicial com seu irmão, expressou sua frustração com a exposição da sua vida pessoal. No entanto, ele vê sua nova obra como uma oportunidade de reafirmar sua qualidade artística e a importância do Racionais na música brasileira.

Racionais e Pelé: uma comparação ousada

Durante a entrevista, Emicida afirmou que comparar o Racionais ao Pelé é polêmico, mas necessário. “O tamanho do Racionais é o tamanho do Pelé, do Pixinguinha, da Nise da Silveira”, disse. Ele acredita que a valorização do grupo ainda enfrenta resistência, embora o rap tenha se tornado uma parte significativa da cultura brasileira.

A recepção do novo álbum

Sobre a recepção de seu álbum, Emicida comentou que a experiência emocional que ele provoca tem gerado reações variadas entre os ouvintes. “É um disco difícil de ouvir”, destacou, mencionando que muitos preferem escutá-lo em momentos de introspecção.

O futuro do rap no Brasil

Emicida também discutiu a ascensão do rap nos palcos brasileiros, celebrando a conquista de espaços que antes eram restritos. No entanto, ele alertou para o fato de que o pertencimento à cultura hip-hop ainda não é amplamente reconhecido. “A indústria tende a absorver o que é mais próximo dela”, afirmou.