A ideia de que a religião pode fornecer princípios morais para a inteligência artificial (IA) tem ganhado destaque nas discussões sobre o desenvolvimento ético dessa tecnologia. Enquanto executivos de grandes empresas de tecnologia alertam sobre os riscos potenciais da IA, recorrem cada vez mais a filósofos e líderes religiosos para encontrar soluções.

Religião como guia moral

As empresas buscam um conjunto de princípios morais que possam orientar seus modelos de IA. Sam Altman, CEO da OpenAI, defendeu que o ChatGPT deve refletir uma 'média ponderada' da visão moral da humanidade. No entanto, especialistas e praticantes de diferentes religiões alertam que essa abordagem pode distorcer as tradições religiosas.

Complexidade das tradições religiosas

Há décadas, estudiosos contestam a visão da religião como um conjunto de regras isoláveis. Webb Keane, antropólogo da Universidade de Michigan, afirma que a religião é mais do que regras e que suas práticas estão profundamente ligadas à cultura e à política.