O Brasil enfrenta um desafio significativo na implementação de sua política de centros de dados, após a eleição presidencial e a formação do novo Congresso. A execução dessa estratégia agora depende de uma coordenação apertada entre o poder legislativo e o executivo.

Política fiscal e infraestrutura

A Lei Redata, aprovada em setembro, visa posicionar o país como um centro de excelência para computação de alto desempenho e inteligência artificial. No entanto, investidores interessados em infraestrutura de grande escala devem atender a critérios operacionais rígidos e prazos fiscais limitados. Ainda pendentes estão decisões sobre a qualificação de geração de energia a partir de gás natural e detalhes cruciais sobre metas de eficiência energética, exigências de conteúdo local e mecanismos de conformidade.

A Rystad Energy estima que a incerteza associada a essas questões reduziu o pipeline anunciado de centrais de dados do Brasil de cerca de 21 GW para cerca de 7 GW. O risco de congestionamento da rede elétrica e a falta de acesso a energia confiável também elevam o risco para o desenvolvimento de centros de dados no país.

Outras iniciativas

Enquanto isso, outras áreas de tecnologia renovável, como baterias, biocombustíveis, hidrogênio e vento offshore, avançam sob a liderança do governo, com decisões sendo tomadas principalmente pelo executivo e suas agências reguladoras.