Um relatório chocante sobre a assistência materna em Nottingham revelou que 520 mães e bebês enfrentaram danos ou mortes que poderiam ter sido evitadas, gerando apelos por uma investigação pública acerca dos serviços de maternidade em toda a Inglaterra.
Ao todo, 444 mulheres e 76 recém-nascidos experimentaram resultados “potencialmente evitáveis”, de acordo com uma revisão de três anos que expôs o maior escândalo de partos da história do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido).
Cultura tóxica e falta de ação
A pesquisa apontou para uma “cultura de intimidação e toxicidade” que persistiu ao longo dos anos no Nottingham University Hospitals NHS Trust (NUH), dificultando as tentativas de melhorar a qualidade do atendimento.
Gestores dos serviços de maternidade e líderes seniores da instituição foram alertados repetidamente sobre uma série de problemas graves nas maternidades de ambos os hospitais, mas não implementaram ações efetivas para resolver as questões.
Além disso, os funcionários da maternidade apresentaram uma “cultura de não admitir mulheres que buscavam internação em trabalho de parto”, mesmo com os riscos que isso implicava para as mães e seus bebês.
Escassez de pessoal e casos complexos
As unidades de maternidade enfrentaram uma escassez crônica de pessoal, tornando-se incapazes de lidar com o volume de partos e a complexidade dos casos apresentados. Um caso particularmente trágico envolveu uma menina que faleceu no início da gestação e foi “inadvertidamente descartada como resíduo clínico por funcionários de laboratório após sua autópsia”, aumentando ainda mais o sofrimento de seus pais.
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