A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) concedeu a designação de avanço a dois dispositivos que empregam inteligência artificial generativa para interpretar raios-X torácicos e elaborar relatórios radiológicos, funções tradicionalmente realizadas por radiologistas humanos.
Os sistemas de aprendizado de máquina já são utilizados há bastante tempo na análise de imagens, como raios-X e tomografias computadorizadas. No entanto, os modelos de linguagem visual avançados que surgiram recentemente introduziram uma nova capacidade significativa. Ao invés de apenas destacar áreas para que um radiologista as avalie e faça um laudo, a IA generativa pode processar a imagem inteira e redigir muitos dos achados para que o radiologista revise, representando um avanço tecnológico que desafia as estruturas tradicionais de validação e regulamentação.
Designações de avanço
Uma das designações de avanço foi concedida em março à Cognita, uma startup fundada por pesquisadores da Stanford, que foi adquirida no final do ano passado pela Radiology Partners, uma grande prática de radiologia. Por sua vez, a empresa de IA em radiologia Aidoc anunciou na quinta-feira a conquista de sua própria designação de avanço para um produto chamado First Read, especificamente voltado para detectar e descrever quatro tipos de achados que podem representar risco à vida.
Essas inovações marcam um passo significativo na integração de tecnologias avançadas na prática médica, prometendo aumentar a eficiência e a precisão no diagnóstico de condições críticas.
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