O chanceler John Healey anunciou que vetará novos projetos de energia eólica offshore se esses projetos não resultarem em redução dos custos das contas de luz. Em seu pronunciamento, Healey afirmou que a energia limpa é a chave para romper o controle dos preços do gás internacional sobre as contas de luz, mas que essa transição precisa ocorrer de forma adequada.

Novos projetos de energia eólica offshore que buscam contratos de subsídios só serão aprovados pelos ministros se acreditar-se que toda a energia gerada pode ser integrada ao sistema elétrico britânico sem aumentar os custos para os consumidores.

Healey escreveu no jornal The Times que 'não faz sentido construir energia que não pode se conectar e depois pagar para desligá-la'. Ele disse ainda que essa abordagem será adotada na próxima leilão de renováveis, comprando apenas projetos que possam reduzir os custos enquanto fortalecem a segurança energética do país.

Consequências financeiras

A decisão de Healey inclui cortes de mais de £3 bilhões no orçamento do ministério da Energia, que serão usados para financiar um aumento nas despesas militares. Esses cortes preocuparam especialistas em energias renováveis, que alertaram que o Reino Unido pode não alcançar suas metas de aquecimento verde.

Desafios na integração de energia

Há preocupações de que as tarifas de energia eólica não conectadas possam aumentar as contas de luz, já que a National Energy System Operator (Neso), financiada através das contas de luz, pode ser obrigada a pagar turbinas de energia eólica para desligar quando há falta de capacidade de transmissão.