Afinal, precisa lavar o arroz antes de cozinhar? Prática vista como essencial por alguns, parece desnecessária para outros. Pesquisas, no entanto, podem apontar quem está certo.

Impacto na textura

No entanto, a prática não é indiferente e influencia em alguns aspectos do preparo. Um estudo de 2019, citado pelo site Live Science e pela nutricionista Evangeline Mantzioris, da University of South Australia, no The Conversation, mostrou que a viscosidade do arroz não depende do amido da superfície, mas sim de outro tipo de amido chamado amilopectina, liberado durante o cozimento.

O experimento comparou arroz glutinoso, de grão médio e jasmim, submetidos a diferentes níveis de lavagem. O resultado foi que lavar os grãos não produziu diferenças na viscosidade nem na dureza. O que realmente fez a diferença foi a variedade do arroz.

Riscos e benefícios

Há ainda dois aspectos em que a lavagem pode ser útil. A primeira é a remoção de arsênico, um elemento naturalmente absorvido pelo arroz, e microplásticos, presentes em amostras analisadas. O enxágue elimina cerca de 90% do arsênico bioacessível e reduz a quantidade de plástico presente, especialmente no arroz instantâneo.

No entanto, a lavagem não faz distinção entre as substâncias que se deseja remover e alguns componentes do próprio arroz, resultando em uma pequena perda de minerais como cobre, ferro, zinco e vanádio.