O médico Rodrigo Felipe Amparado, de 40 anos, se tornou réu após a aceitação de denúncia pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), enfrentando acusações de ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. Sua esposa, Maiara, coordenadora de enfermagem no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, também foi denunciada e responderá por peculato, prevaricação e tortura.

A investigação foi iniciada após denúncias de funcionários do hospital, relatando que Amparado havia transformado um centro cirúrgico desativado em um quarto onde dormia com a esposa durante os plantões. O cômodo incluía uma cama, um guarda-roupas e uma televisão, enquanto outros médicos eram obrigados a compartilhar uma sala. Além disso, itens pessoais como roupas e uma toalha com seu nome foram encontrados no local.

Segundo a promotora de Justiça Marina Campos Corrêa, os acusados criaram um ambiente de temor, ameaçando todos que discordassem do médico. Relatos indicam que a situação era tão tensa que um funcionário descreveu o ambiente de trabalho como um 'filme de terror'. Amparado chegou a ameaçar torturar a filha da secretária de Saúde e fazer mal ao marido dela, o que aumentou as preocupações com sua conduta.

Após a aceitação da denúncia, a Justiça determinou o afastamento de Maiara de suas funções, proibindo-a de acessar o hospital e de se comunicar com funcionários e testemunhas. O médico foi preso preventivamente em 17 de junho e segue detido.

A defesa do casal, representada pelo advogado Manoel Neto, ainda não se manifestou após a nova atualização do caso, mas afirma que irá contestar as acusações e provar a fragilidade das provas apresentadas.