A solidão entre jovens adultos nos Estados Unidos atingiu níveis alarmantes, sendo classificada como uma "epidemia" pelo cirurgião geral do país. Estima-se que cerca de metade dos adultos americanos relatam sentir-se solitários, com índices particularmente elevados entre pessoas de 18 a 29 anos. Diante desse cenário, um novo estudo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, publicado no Journal of Adolescent Health, investiga como as redes sociais podem ser utilizadas para enfrentar esse problema.

Os pesquisadores realizaram um experimento online com mais de 1.100 jovens adultos nessa faixa etária, que apresentavam uma percepção de status social inferior e desafios moderados em saúde psicossocial. Os participantes assistiram a vídeos curtos, no estilo das redes sociais, que tinham como objetivo avaliar como diferentes mensagens influenciam a resposta emocional e as intenções de interação social face a face.

Os resultados mostraram que todas as mensagens de intervenção foram mais eficazes do que o conteúdo de controle em encorajar os participantes a buscar interação social presencial. Mensagens que apresentavam pares com os quais os jovens podiam se relacionar, seja mostrando indivíduos socialmente conectados ou solitários, foram vistas como mais envolventes e relevantes. Curiosamente, a origem do conteúdo—se de pares ou de instituições—não fez diferença significativa na eficácia.

Essas descobertas sugerem que, em um momento em que a solidão entre jovens adultos é amplamente reconhecida como uma preocupação de saúde pública, o conteúdo de redes sociais impulsionado por pares pode ser uma ferramenta promissora para incentivar conexões reais, em vez de substituí-las.