Negociadores de mais de 190 países se reuniram em Yerevan, Armênia, esta semana para discutir um novo plano de ação sobre a preservação da natureza. Embora tenham conseguido chegar a um acordo sobre alguns pontos-chave, eles ainda enfrentam desafios significativos em relação ao financiamento.

Consenso sobre a urgência das ações

Os participantes reconheceram a urgência das ações para proteger a biodiversidade global. A atual extinção de espécies está ocorrendo a uma taxa 100 vezes maior do que o ritmo natural, devido às atividades humanas. No entanto, apenas uma das 24 metas estabelecidas no acordo de 2022 foi alcançada.

Os países comprometeram-se a proteger 30% dos territórios terrestres e marinhos até 2030, além de reduzir subsídios prejudiciais ao meio ambiente. Até agora, foram protegidos 623 milhões de acres de terra degradada, equivalente a uma área maior que Groenlândia.

Falta de recursos

Embora haja avanços, a falta de financiamento continua sendo um grande obstáculo. Em 2022, os países se comprometeram a investir US$ 30 bilhões até 2030 e mobilizar US$ 170 bilhões adicionais de fontes privadas. No entanto, muitos países têm redirecionado ajuda internacional para defesa e energia, comprometendo esses compromissos.

Philanthropistas, incluindo Leonardo DiCaprio, contribuíram com mais de US$ 1 bilhão, metade disso vinda de doações privadas.