Os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, com magnitudes de 7.2 e 7.5, deixaram um rastro de destruição e um aumento dramático no número de vítimas. A presidente interina, Delcy Rodriguez, confirmou que o número de mortos chegou a 589 e que 2.980 pessoas estão feridas.

Rodriguez, ao lado de oficiais do governo e das forças armadas, destacou que o estado costeiro de La Guaira foi o mais afetado. "Estamos trabalhando incansavelmente para resgatar as pessoas que estão presas", afirmou, enquanto equipes de resgate buscam sobreviventes nos escombros e distribuem alimentos e água.

Apoio internacional e ajuda emergencial

O presidente da China, Xi Jinping, ofereceu assistência humanitária e apoio à reconstrução após os terremotos, enviando condolências à presidente Rodriguez. O governo chinês confirmou que dois cidadãos chineses estão entre os mortos.

A Alemanha também começou a enviar ajuda, com um avião transportando trabalhadores e suprimentos de emergência. O primeiro voo partiu de Wunstorf e mais aeronaves estão programadas para decolar.

Além disso, um oficial de alto escalão do exército dos EUA chegou a Caracas para coordenar esforços de ajuda, após um pedido formal do governo interino. O Pentágono anunciou a mobilização de navios e aeronaves para apoiar as operações de resgate e entrega de assistência vital.

Reações e solidariedade internacional

A situação na Venezuela gerou uma onda de solidariedade internacional. O presidente do Chile, José Antonio Kast, entrou em contato com Rodriguez para oferecer apoio e prometeu o envio de equipes de resgate. A ONU também se manifestou, enfatizando a necessidade de um esforço coletivo maciço para ajudar a população afetada.