A quantidade de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela no início da semana subiu para 1.430, conforme anunciou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, em uma transmissão pela televisão estatal. O desastre também deixou cerca de 3.200 pessoas feridas e mais de 3.100 desabrigadas.
Os tremores, com magnitudes de 7.2 e 7.5, ocorreram em sequência na noite de quarta-feira, devastando áreas no norte do país. Até o momento, pelo menos 68.900 pessoas estão desaparecidas, segundo informações de familiares.
Em La Guaira, uma das regiões mais afetadas, moradores têm utilizado pás e as próprias mãos para tentar resgatar vítimas entre os escombros. No último sábado, a ONU divulgou que os terremotos causaram danos estimados em US$ 6,7 bilhões, o que representa 6% do PIB da Venezuela. Essa avaliação preliminar considera perdas em habitação, mas não abrange as interrupções econômicas mais amplas, conforme informado pelo Programa de Desenvolvimento da ONU.
A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, informou que mais de 14.000 integrantes das forças armadas e da polícia estão patrulhando as áreas afetadas, onde o acesso está restrito e permissões especiais são necessárias para entrar.
Equipes de resgate de diversos países, incluindo México, Estados Unidos, Brasil, El Salvador e França, chegaram à Venezuela no sábado para auxiliar nas operações. Entretanto, uma equipe britânica de voluntários, composta por especialistas em resposta a crises, ficou retida no aeroporto de Madrid por mais de 24 horas devido a danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar.
Jeremy Lewin, representante do Departamento de Estado dos EUA, afirmou que o governo americano está coordenando voos para trazer trabalhadores de resgate e suprimentos médicos. Dois grupos de busca de 80 pessoas foram enviados, e um navio de transporte da marinha dos EUA está ancorado na costa da Venezuela, pronto para receber sobreviventes necessitando de atendimento médico.
Loyce Pace, diretora regional da Cruz Vermelha Internacional para as Américas, ressaltou que as pessoas ainda estão com medo de retornar às suas casas, enquanto o número de estrangeiros entre os mortos inclui 15 de nacionalidade ou ascendência portuguesa, sete chineses, dois brasileiros, cinco espanhóis e um ítalo-venezuelano.
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