Uma intensa onda de calor continua a afetar a Europa, com registros alarmantes de temperaturas e consequências severas para a saúde pública. Na Espanha, pelo menos 212 mortes foram atribuídas ao calor extremo entre domingo e quarta-feira, segundo um sistema de monitoramento de mortalidade.

O serviço meteorológico da Alemanha alertou que o país enfrentará pelo menos mais dois dias de calor severo, enquanto a França estabeleceu um novo recorde de temperatura média diária por dois dias consecutivos. No Reino Unido, o Met Office emitiu um alerta vermelho raro para o calor, prevendo condições extremas que devem persistir.

Medidas de emergência em Paris e Londres

Em resposta ao calor intenso, as autoridades de Paris decidiram proibir a consumo público de álcool a partir do meio-dia de sexta-feira, numa tentativa de evitar complicações de saúde relacionadas ao calor. O chefe da polícia de Paris, Patrice Faure, destacou que os hospitais estão passando por uma saturação e que o número de internações continua a subir.

Na capital britânica, os serviços de ambulância registraram um número recorde de emergências relacionadas ao calor, com 642 chamadas de emergência em um único dia, refletindo a gravidade da situação. O alerta de calor vermelho foi estendido para o dia seguinte, a primeira vez que tal nível de aviso é emitido por três dias consecutivos.

Impactos na infraestrutura e no meio ambiente

Devido ao aumento das temperaturas dos rios, a EDF, empresa elétrica da França, desligou dois reatores nucleares, totalizando três inativos. Na Suíça, a operação da usina Beznau também foi reduzida, com possibilidade de desligamento adicional se o calor persistir.

De acordo com a AFP, mais de 101 milhões de pessoas na Europa devem enfrentar temperaturas superiores a 35 °C. A situação é crítica, com especialistas alertando que a onda de calor é uma consequência direta do uso de combustíveis fósseis, que também contribui para as mudanças climáticas.