No dia 25 de outubro, o governo federal, centrais sindicais, representantes patronais e outras instituições assinaram o Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos. A iniciativa busca garantir melhores condições de trabalho para profissionais envolvidos na organização de eventos de grande porte, como shows, festivais, eventos esportivos, feiras e congressos.

O pacto abrange atividades relacionadas à cadeia produtiva desses eventos, incluindo áreas de produção, montagem, segurança, limpeza, alimentação e logística. Para Márcia Adão, secretária adjunta da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a assinatura do pacto representa o início de um novo marco legal que visa assegurar os direitos sociais e trabalhistas essenciais para esses profissionais. “De nada adianta existir eventos grandiosos se não tivermos condições dignas de trabalho”, destacou.

Arcabouço legal

Ivo Dall´Acqua Júnior, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP), enfatizou que o Brasil já possui um arcabouço legal que assegura boas condições de trabalho. “O que precisamos é adequar cada ação para que tudo saia da melhor forma, sempre pensando na segurança e no bem-estar”, afirmou.

“Quando o país é visitado e as pessoas se deslocam para participar de eventos, isso movimenta uma cadeia que também se beneficia, gerando crescimento e oportunidades”, lembrou Dall´Acqua.

O ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, ressaltou a importância da participação social para o sucesso do pacto, afirmando que a responsabilidade não deve recair apenas sobre o governo, mas deve envolver todos os setores da sociedade.

Cultura emprega

O pacto foi assinado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo Ministério da Cultura, representantes empresariais, sindicatos, além do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O ministro interino da Cultura, Márcio Tavares, destacou que o Brasil é um dos maiores produtores de eventos do mundo e que essa potência econômica deve ser acompanhada de dignidade e proteção social.

Segundo dados de 2025 da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), o setor emprega cerca de 12,7 milhões de pessoas e representa mais de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A agenda de grandes eventos para o segundo semestre de 2026 e primeiro semestre de 2027 inclui festivais e eventos como Rock in Rio, Oktoberfest e a Copa do Mundo Feminina da FIFA.