O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Em sua decisão, divulgada nesta quinta-feira (25), Gonet descreveu as informações fornecidas por Costa como tendo "baixa utilidade prática" e "débil eficácia".
Segundo o procurador, as informações não trouxeram novidades significativas para a investigação em andamento e não apresentaram potenciais contribuições que se diferenciassem dos dados já coletados pelas autoridades cíveis e criminais. "Não há, ainda, sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração", afirmou Gonet.
A defesa de Paulo Henrique Costa buscava a revogação da prisão preventiva e pretendia avançar nas negociações de um acordo de delação. Os advogados haviam solicitado que a PGR se manifestasse sobre a possibilidade de um acordo de confidencialidade, considerado um passo preliminar para a formalização da delação. Entretanto, a proposta foi rejeitada por conta da repetição de informações já confirmadas nas investigações.
O ex-presidente do BRB está preso desde 16 de abril, após ser detido na quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de não seguir práticas de governança e de permitir negociações com o Banco Master sem o devido lastro financeiro.
Além da recusa do acordo de delação, a defesa de Costa criticou a condução das investigações, apontando que o ex-presidente não foi interrogado desde novembro de 2025, quando ocorreu uma decisão cautelar. Os advogados também mencionaram que, após uma reunião formal com autoridades em 28 de maio de 2026, não receberam retorno sobre as solicitações feitas.
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