A produtora responsável pelo filme ‘Dark Horse’, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, estabeleceu um contrato com a empresa de Alex Leandro Bispo dos Santos, identificado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atualmente preso sob acusação de feminicídio.

A parceria foi firmada através do Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que também dirige a Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem. O ICB contratou a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., empresa da qual Santos foi sócio único até dezembro de 2025, para instalar pontos de wi-fi em comunidades da capital paulista. A informação foi inicialmente divulgada pela ‘Folha de S.Paulo’.

Segundo investigações policiais, Santos possui um extenso histórico criminal e é reconhecido como membro da facção. O ICB, por sua vez, está sendo alvo de um inquérito da Polícia Civil que investiga supostas irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões com a Secretaria de Inovação e Tecnologia da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), visando a instalação de 5 mil pontos de internet em áreas públicas.

O contrato, sem experiência prévia em serviços desse tipo, foi terceirizado para três empresas, incluindo a Favela Conectada, que recebeu mais de R$ 3,8 milhões por 900 pontos instalados. O histórico criminal de Santos inclui prisões desde os 18 anos, e ele voltou a ser preso em 2025 por feminicídio após um incidente trágico envolvendo sua namorada.

De acordo com depoimentos, Santos agrediu Maria Katiane Gomes da Silva antes de sua morte, e o Tribunal de Justiça já o tornou réu por homicídio, descartando a possibilidade de suicídio. Em seu histórico, Santos fez menção à sua ligação com a facção criminosa em uma gravação de áudio.

Até o momento, o Jornal Opção não conseguiu contato com a defesa de Alex Leandro Bispo dos Santos e Karina Gama, mas o espaço permanece aberto para manifestações.