A escolha do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de Minas Gerais ainda é incerta. Com a recente retirada de Rodrigo Pacheco (PSB) da disputa, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, surge como a principal opção. Entretanto, Marília já declarou que considera uma candidatura própria do partido um "equívoco" e mantém seu foco na pré-candidatura ao Senado.

O cenário político no estado apresenta desafios para o PT, com pesquisas indicando que o senador Cleitinho (Republicanos-MG) lidera as intenções de voto para o Palácio Tiradentes. Assim, o partido pode optar por concentrar suas forças na busca por cadeiras no Congresso, ao invés de uma candidatura ao governo.

Inicialmente, o presidente do PT, Edinho Silva, havia descartado o nome de Marília para a disputa ao governo, mas uma reunião está agendada para este final de semana entre os dois, onde devem discutir os rumos da candidatura.

A situação se complica ainda mais se Marília decidir não concorrer ao Senado, o que abriria espaço para outros nomes, como o deputado Reginaldo Lopes e a secretária nacional de Planejamento e Finanças do PT, Gleide Andrade. Reginaldo poderia ser o candidato ao governo, já que Marília é bem avaliada nas pesquisas para o Senado.

Em 2022, Reginaldo abriu mão de sua candidatura ao Senado para possibilitar a formação de um palanque para a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Agora, a expectativa é que Marília possa fazer um movimento similar, embora essa decisão pareça complexa.

Imbróglio em Minas

A desistência de Pacheco, ocorrida no final de maio, desestabilizou o palanque do PT em Minas. O partido inicialmente considerou outros nomes, mas a preferência do diretório estadual é por uma candidatura própria. Recentemente, Lula se reuniu com deputados federais e membros do PT mineiro para discutir estratégias para as próximas eleições, onde Marília foi mencionada como consenso, apesar de sua resistência à candidatura.