No último sábado (17), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas (SP), abriu suas portas para o evento 'Ciência Aberta', que teve como foco o Sirius, um dos mais modernos aceleradores de partículas do mundo. Durante a programação, o público teve a oportunidade de participar de 85 atividades interativas, que incluíram práticas em laboratório, demonstrações tecnológicas, palestras e oficinas voltadas para todas as idades.

O evento, que começou às 8h e se estendeu até as 17h, também teve um tom de tristeza. Na noite anterior, o pesquisador João Leandro Brito Neto, de 39 anos, foi assassinado enquanto pilotava sua motocicleta. O CNPEM lamentou a morte do colaborador, que era muito querido entre os colegas. Em nota, a instituição expressou seu pesar: "É com grande pesar que anunciamos a inesperada perda de João Leandro Brito Neto, um colaborador extremamente querido no CNPEM. Este falecimento é sentido não apenas por sua equipe de trabalho, nas linhas de luz do Sirius, mas por toda a nossa organização".

João Leandro era especialista na Divisão de Engenharia de Linhas de Luz e sempre se destacou como voluntário nas edições do 'Ciência Aberta'. A nota do CNPEM ressaltou a dificuldade de enfrentar essa perda em um dia em que a instituição se preparava para receber a sociedade: "Enfrentar essa perda, especialmente em um dia como hoje, é um desafio imenso para todos nós. É importante que, como comunidade, nos apoiemos mutuamente".

O que é o Sirius?

O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de quarta geração, considerado o principal projeto científico do Brasil. Ele funciona como um poderoso 'raio X' que analisa materiais em escalas atômicas e moleculares. Para isso, elétrons são acelerados quase à velocidade da luz, percorrendo um túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo, antes de serem desviados para as estações de pesquisa, onde ocorrem os experimentos.