Desde criança, Randerson Leite de Morais Junior convive com o ceratocone, doença que afeta a estrutura da córnea e compromete a visão. O problema avançou até que ele precisou passar por um transplante. A primeira cirurgia foi realizada no Hospital de Olhos de Anápolis (HOA), mas o procedimento não teve o resultado esperado. Depois de seguir orientações do médico, o paciente teve rejeição da córnea transplantada e precisou passar novamente pelo procedimento no Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (CEROF-UFG).

Ao longo desse processo, Randerson ficou na fila de espera por mais de dois anos. 'Tô vendo limpinho agora, tá bom demais', resume ele sobre a transformação de voltar a enxergar com nitidez.

Recusa familiar à doação

Em Goiás, milhares de pessoas ainda aguardam por uma chance semelhante. Segundo dados da Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), 1.889 pessoas esperam pelo procedimento no Estado. Entre fevereiro e agosto deste ano, o índice de recusa familiar à doação chegou a 61,3%, ou seja, mais de seis em cada dez entrevistas realizadas com familiares de potenciais doadores terminaram sem autorização.