As exportações de alimentos e bebidas do Reino Unido enfrentaram uma queda significativa, com o superávit nas transações comerciais com os Estados Unidos reduzido em mais de 69%. No primeiro trimestre de 2026, esse superávit despencou de £359 milhões para apenas £110 milhões.

A diminuição das exportações britânicas para os EUA foi de 27,9%, enquanto as importações de produtos alimentícios e bebidas dos EUA para o Reino Unido aumentaram em 11,5%. Esse cenário é resultado direto das tarifas aplicadas e das fricções comerciais decorrentes do Brexit.

Além disso, o governo britânico anunciou a suspensão de tarifas sobre produtos importados dos EUA, o que deve beneficiar empresas americanas ao reduzir custos de exportação de itens como chocolate, biscoitos, geleias e conservas para o Reino Unido. Em contrapartida, os fabricantes britânicos enfrentam custos mais elevados para enviar seus produtos aos EUA, o que sugere que a tendência de queda nas exportações pode continuar.

Um porta-voz da Food and Drink Federation (FDF) expressou preocupação com a situação: “As empresas de alimentos e bebidas são parte fundamental de todas as comunidades do Reino Unido, e é preocupante vê-las lutando para competir no exterior. O Reino Unido produz alimentos e bebidas de classe mundial, baseando-se em nossa herança e reputação de inovação, mas precisamos manter nossa competitividade em relação aos produtos locais”.

O porta-voz também destacou que os custos de produção no Reino Unido são superiores aos de várias economias concorrentes, inclusive em relação a energia e mão de obra. “Há muito que o governo pode fazer para melhorar a competitividade de nossos exportadores de alimentos e bebidas, muitos dos quais são pequenas e médias empresas (PMEs), como ajudar as empresas a acessar os benefícios dos tratados comerciais e reduzir os custos de operação no Reino Unido”, concluiu.