Seul, 30 de outubro de 2026 - A Coreia do Sul está preocupada com o risco de ser deixada de lado nas negociações diplomáticas com a Coreia do Norte, enquanto os Estados Unidos buscam um diálogo com Pyongyang.

No último mês, Seul acusou Pyongyang de plantar uma mina na fronteira fortificada, resultando em ferimentos a três soldados sul-coreanos. A Coreia do Norte negou as acusações e realizou múltiplas testes de armas, exibições de drones militares, posicionamento de artilharia e preparação de sistemas de alto-falantes propagandísticos.

Além das tensões com seu rival histórico, muitos políticos sul-coreanos estão ansiosos sobre a possibilidade de os EUA priorizarem uma reconciliação com a Coreia do Norte, potencialmente à custa da segurança sul-coreana.

A Coreia do Sul teme que os EUA possam ignorar Seul em favor de negociações diretas com Pyongyang, especialmente após a proposta de conversas tripartidas com Rússia e China sobre a Ucrânia, sem incluir representantes de Kiev.

Segundo Kim Sang-woo, ex-político e membro do conselho da Fundação Kim Dae-jung para a Paz, há um problema de confiança entre os governos dos dois países. Ele afirma que a relação de segurança e comércio que era considerada sólida foi abalada por tarifas, restrições comerciais e exigências de Washington para que Seul pague mais pelos tropas americanas estacionadas no país.