Em San Francisco, é comum avistar veículos autônomos vazios circulando pelas ruas, esperando por passageiros ou dirigindo-se a depósitos distantes para serem limpos e recarregados. Esses deslocamentos sem passageiros, conhecidos como 'deadhead miles', representam um dos maiores obstáculos para a lucratividade das empresas de robotaxi.

A startup Aseon Labs, localizada em Redwood City, Califórnia, acredita ter encontrado uma solução: pods automatizados do tamanho de vagas de estacionamento, que podem ser distribuídos pela cidade para inspecionar, limpar e recarregar os robotaxis. Co-fundada por ex-integrantes da startup Pushme, que se especializou em infraestrutura de troca de baterias, a empresa já atraiu a atenção de investidores.

Recentemente, a Aseon Labs levantou US$ 10 milhões em uma rodada inicial de investimentos, liderada pela Crane Venture Partners. Participaram também o Y Combinator, a Expa, de Garrett Camp, co-fundador da Uber, e outros investidores-anjo conhecidos.

De acordo com George Kalligeros, co-fundador e CEO da Aseon Labs, os recursos serão utilizados para desenvolver cinco protótipos dos pods, ampliar a equipe de engenharia e garantir o espaço necessário para a implementação da rede. “Para alcançar a paridade econômica com os serviços de transporte por aplicativo, precisamos aumentar a utilização dos robotaxis”, afirmou Kalligeros.

A proposta da Aseon é que uma rede de pods autônomos possa reduzir significativamente os quilômetros rodados sem passageiros, transformando os serviços de robotaxi em negócios lucrativos. Com experiência na criação de empresas de hardware e imóveis, Kalligeros e seu co-fundador, Dan Keene, estão aplicando conceitos de infraestrutura que já utilizaram em seus projetos anteriores.

Embora a Aseon Labs ainda não tenha contratos com empresas de robotaxi, Kalligeros relatou um interesse generalizado no conceito. “Praticamente todos querem experimentar”, concluiu.