Na última quarta-feira, a empresa chinesa de cibersegurança 360 anunciou o lançamento do Tulongfeng, uma ferramenta de IA que, segundo a companhia, pode competir diretamente com o Mythos, modelo de IA focado em cibersegurança da Anthropic, que está sob proibição de exportação imposta pela administração Trump.

Na mesma semana, a startup de IA baseada em Tóquio, Sakana AI, apresentou o Fugu, um modelo nomeado em homenagem ao peixe-baiacu. A empresa afirma que este modelo de ponta "está ao lado de modelos líderes como o Fable 5 e o Mythos Preview" e é projetado para orquestrar o acesso a outros modelos por meio de APIs.

Esses lançamentos ocorrem em um momento em que a proibição dos EUA, que impede o acesso global ao Mythos e ao Fable, foi implementada há duas semanas. Um porta-voz da Sakana AI afirmou ao TechCrunch que o lançamento do Fugu foi uma coincidência, mas a empresa não hesitou em capitalizar a situação, promovendo sua capacidade de "entregar tecnologia de ponta sem o risco de controles de exportação".

Co-fundada em 2023 por ex-pesquisadores do Google, a Sakana AI tem como foco desenvolver modelos de IA generativa acessíveis, otimizados para o idioma e cultura japoneses. O Fugu é direcionado a negócios e agências governamentais no Japão, que buscam minimizar a exposição a controles de exportação cada vez mais rigorosos.

Embora a Sakana esteja posicionando o Fugu como uma estratégia de proteção, a 360 não está adotando essa abordagem. A empresa chinesa também apresentou duas ferramentas de segurança cibernética, Tulongfeng e Yitianzhen, projetadas para automatizar a descoberta de vulnerabilidades de software e defender-se contra incidentes cibernéticos, respectivamente.

Com a proibição de exportação em vigor, o cenário de IA na Ásia está se diversificando, com novas alternativas locais emergindo para preencher a lacuna deixada pelas empresas americanas.