Steve Clarke anunciou sua saída do comando da seleção escocesa de futebol após a eliminação da equipe na fase de grupos da Copa do Mundo. A Federação Escocesa de Futebol (Scottish FA) confirmou sua renúncia em um comunicado, divulgado logo após a vitória da Croácia sobre Gana, que selou o destino da Escócia no torneio.
Os jogadores foram informados da decisão de Clarke enquanto ainda estavam em sua concentração em Charlotte, nos Estados Unidos, no sábado. O treinador havia assinado um novo contrato de quatro anos apenas um mês antes.
A equipe escocesa iniciou sua participação na Copa com uma vitória apertada contra o Haiti, mas sofreu derrotas consecutivas para Marrocos e Brasil, totalizando apenas um triunfo em três partidas. Isso deixou a equipe com poucas chances de avançar para as oitavas de final, esperança que foi desfeita com a derrota para o Brasil.
“A parte mais emocional desta despedida é para os meus jogadores, sem os quais não teríamos acumulado as memórias que temos desde 2019”, declarou Clarke. “Eles merecem todo o reconhecimento e foi uma verdadeira honra ser chamado de treinador deles. Agradeço por me terem recebido e desejo boa sorte ao meu sucessor.”
Clarke assumiu o comando da seleção escocesa há sete anos, período em que a equipe não alcançava uma grande competição desde a Copa do Mundo de 1998. Sob sua liderança, a Escócia conseguiu se classificar para dois Campeonatos Europeus e para a Copa do Mundo deste ano, mas não obteve sucesso nas competições, com a vitória sobre o Haiti sendo o único resultado positivo.
Ian Maxwell, CEO da Scottish FA, expressou que, apesar da decepção com a eliminação, não se deve ignorar o progresso significativo alcançado durante os sete anos de Clarke à frente da equipe. “Devemos agradecer a Steve por sua contribuição recorde e sabemos que, quando a decepção passar, os torcedores escoceses serão gratos pelas memórias de marchar com orgulho em torneios importantes novamente”, afirmou.
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