João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como suspeito de retirar a câmera da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que morreu após um salto de rope jump sem cordas, negou a acusação em uma carta divulgada pela sua defesa.
A câmera, ainda não encontrada, é considerada crucial para a reconstrução dos eventos que levaram à morte da jovem. Desde o último fim de semana, João está preso e, em sua carta, pede ajuda para localizar o equipamento, afirmando que ele pode esclarecer o que ocorreu após o salto. “Sou um pai comum que prestava serviço para complementar a renda e peço a ajuda da mídia”, disse.
Na carta, João relata que estava na base da ponte, apenas liberando cordas para outros clientes, e que se aproximou de Maria Eduarda após o acidente, onde verificou seus sinais vitais e solicitou ajuda. Ele também menciona que viu pessoas que poderiam ter levado a câmera e pede para que elas se apresentem.
Investigação e indiciamento
O caso está em andamento e três instrutores que estavam envolvidos no evento foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram detidos logo após a tragédia e têm suas prisões preventivas mantidas.
Além disso, novas investigações estão sendo conduzidas sobre a conduta de João e outros membros do grupo “Entre Cordas”, que organizava o salto. O Ministério Público também investiga a destruição de provas digitais, como a exclusão de uma conta de rede social que poderia conter informações relevantes sobre o evento.
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