Um atendente do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi condenado por usar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil para sua própria conta bancária. Daniel Nathan Ribeiro Andrade poderá recorrer da decisão de primeira instância em liberdade.

A juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 4ª Vara Criminal de Santos, condenou o acusado pelo crime de peculato a dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão em regime aberto. Além disso, ele deve pagar uma indenização de R$ 10 mil aos familiares da vítima.

A vítima morreu após sofrer um acidente de motocicleta na madrugada do dia 15 de maio. A esposa da vítima notou a transferência após encerrar a conta bancária do marido no dia 24 de maio e registrou um boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial.

O celular da vítima foi entregue danificado ao IML, com sinais de ter sido quebrado. A viúva também constatou que o último acesso ao WhatsApp ocorreu às 8h22 do dia da morte, levantando dúvidas sobre a posse do aparelho.