Autistas apresentam processamento facial diferente, revela estudo. Um importante estudo recente, publicado em Nature Mental Health, descobriu que as crianças autistas processam rostos de maneira distinta, com diferenças que podem começar mais cedo do que se imaginava.

Como os cientistas descobriram essas diferenças? O pesquisador James McPartland, PhD, comparou abordagens tradicionais de estudo do reconhecimento facial a tentar entender o tráfego de uma cidade inteira apenas monitorando uma única rua. Usando técnicas avançadas de registro e análise de atividade cerebral, a equipe de McPartland examinou os sinais elétricos de cerca de 400 crianças autistas, observando a atividade cerebral durante a percepção de rostos.

Os resultados mostraram que as crianças autistas tinham menos atividade distintiva associada ao reconhecimento facial, e que o padrão de desenvolvimento era diferente dos não autistas. Enquanto as crianças não autistas se especializavam cada vez mais em reconhecer rostos à medida que envelheciam, as crianças autistas não apresentaram essa mesma evolução.