A China comprou US$ 7,2 bilhões (R$ 39,03 bilhões) em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre janeiro e setembro deste ano, o menor valor para o período desde 2019, quando houve a primeira guerra comercial entre os dois países.

Desafios para atingir meta

Embora a soja esteja sendo negociada conforme o compromisso separado, as compras de outros produtos agrícolas, como milho e sorgo, estão abaixo do esperado. Analistas acreditam que a demanda fraca na China e a concorrência de outros fornecedores dificultam a atingir a meta de US$ 17 bilhões por ano.

Para alcançar o valor previsto, Pequim provavelmente terá de mobilizar empresas estatais para ampliar as aquisições. No caso do milho, a COFCO Futures, corretora ligada a uma estatal chinesa, afirmou que o milho dos EUA não está competitivo, em parte por causa da ampla oferta doméstica.

A China também enfrenta concorrência do Brasil no mercado de sorgo, que obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025. O Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China neste ano, com quase 1 milhão de toneladas adicionais previstas para embarque.