A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Organização das Nações Unidas (ONU) alertam para o pico de atividade do fenômeno El Niño nos próximos meses, que pode intensificar eventos climáticos extremos no Brasil e na América do Sul.

Impactos esperados

As entidades solicitam que governos e instituições financeiras liberem recursos para proteger populações vulneráveis de secas, enchentes, ondas de calor e perdas agrícolas. A previsão é que a anomalia no Pacífico Equatorial possa ultrapassar 3,5 graus, tornando este El Niño um dos mais fortes já registrados.

Riscos para o Brasil

Os efeitos do fenômeno devem incluir:

  • Elevação de temperatura e chuvas intensas no Centro-Sul do Brasil.
  • Estiagem na região Centro-Norte.
  • Possibilidade de enchentes em países vizinhos como Colômbia, Equador e Peru.

Nos próximos 10 dias, o acumulado de chuva pode ultrapassar 500 mm em áreas da Colômbia, Quito e Lima, aumentando o risco de enchentes.

O Brasil deve enfrentar um padrão de chuvas irregulares, com:

  • Chuvas acima da média no Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
  • Secas acentuadas no Tocantins, Pará e Rondônia.
  • Temperaturas elevadas, podendo chegar a 40ºC em algumas regiões.

Essas condições climáticas podem resultar em um déficit hídrico no solo e queda na produtividade agrícola, especialmente no Nordeste e Centro-Norte do país.