Equipes de resgate e ajuda humanitária estão sendo enviadas de várias partes das Américas para a Venezuela, onde os hospitais estão se tornando cada vez mais superlotados após dois fortes terremotos ocorridos na quarta-feira. As autoridades locais elevaram a contagem de mortos para 235 e reportaram cerca de 4.300 feridos.
Os terremotos, com magnitudes de 7.2 e 7.5, foram os mais intensos a atingir o país em mais de um século e foram sentidos em toda a região. O ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, alertou que os hospitais estão “cheios de pacientes” e centenas de pessoas ainda estão presas sob os escombros.
Danos em La Guaira e Caracas
Os danos mais graves foram registrados no estado costeiro de La Guaira, ao norte da capital, onde mais de 100 edifícios desabaram e pelo menos 70 mil famílias foram afetadas, segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello. O principal aeroporto internacional do país também foi fechado devido aos danos.
Em La Guaira, voluntários utilizam as mãos para remoção de escombros, enquanto familiares aguardam notícias de entes queridos desaparecidos. “Perdemos tudo. Não temos comida nem medicamentos... Esperamos que a ajuda chegue rápido”, desabafou Pedro Perez, um morador que perdeu sua casa e seu negócio.
Apoio internacional e desafios
Na sexta-feira, países como Brasil, Canadá, México, Colômbia e os Estados Unidos, além da ONU, enviaram equipes de resgate e ajuda humanitária. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que a resposta seria “grande, rápida e eficaz”. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de um hospital de campanha e equipes de bombeiros.
Embora a ajuda esteja chegando, a recuperação da Venezuela já enfrenta obstáculos devido a anos de crise econômica e infraestrutura precária. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho liberou US$ 2,5 milhões para apoiar os esforços de recuperação, enquanto o Papa enviou 100 mil euros em ajuda emergencial.
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