Após dois terremotos de grande magnitude atingirem a Venezuela na última quarta-feira, diversas nações, principalmente da América, se mobilizaram para oferecer ajuda humanitária. Os tremores, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, resultaram na morte de pelo menos 235 pessoas e deixaram mais de 4.300 feridos, segundo as autoridades locais.

Entre os países que se destacaram no envio de ajuda estão Brasil, Canadá, México, Colômbia, El Salvador, Cuba e Estados Unidos, além da Organização das Nações Unidas (ONU). O chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, enfatizou: “Ao povo venezuelano, àqueles cujos entes queridos estão sob os escombros, saibam que estamos determinados a levar ajuda até vocês”.

Mobilização Internacional

O governo dos Estados Unidos anunciou uma resposta abrangente, incluindo o envio de navios de guerra, aviões de transporte e helicópteros, além do comprometimento de US$ 150 milhões em ajuda. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou que a resposta será “grande, rápida e eficaz”.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também confirmou o envio de um hospital de campanha e uma equipe de 36 bombeiros e especialistas. Lula afirmou que, na sexta-feira, um avião KC-390 partirá com nove toneladas de equipamentos de auxílio.

Ajuda de Outros Países

Além dos EUA e Brasil, outros países também se comprometeram a ajudar. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou o envio de 300 socorristas e 50 toneladas de equipamentos. Cuba mobilizou seus profissionais de saúde para atender à população afetada, enquanto o México enviará uma equipe militar de resgate.

Colômbia, que também sentiu os tremores, enviará mais de 60 resgatistas e 12 toneladas de ajuda humanitária. Organizações como a Federação Internacional da Cruz Vermelha também já liberaram US$ 2,5 milhões para apoiar os esforços de recuperação.

Desafios e Impacto

Os terremotos complicam ainda mais a situação da Venezuela, que já enfrenta sérias dificuldades econômicas e sociais. A crise de infraestrutura e os efeitos de sanções internacionais dificultam o envio de ajuda. Avaliações iniciais indicam que os danos econômicos podem variar entre 1% e 7% do PIB do país, estimado em US$ 111 bilhões.