David Clayton-Thomas, o icônico vocalista da banda Blood, Sweat & Tears, faleceu aos 84 anos em um hospital em Toronto, conforme informado por seu publicista. A causa da morte não foi divulgada.

O cantor canadense é conhecido por ter escrito a famosa canção "Spinning Wheel", que alcançou a segunda posição nas paradas dos Estados Unidos e foi indicada a três prêmios Grammy, dos quais venceu um.

Nascido na Inglaterra, Clayton-Thomas se mudou para Toronto com sua família após a Segunda Guerra Mundial. Aos 14 anos, enfrentou uma fase difícil, tornando-se sem-teto e vivendo diversas dificuldades, incluindo problemas com a lei.

Na década de 1960, ele começou a trilhar seu caminho no meio musical, liderando a banda David Clayton-Thomas and the Fabulous Shays antes de se mudar para Nova York. Ele se juntou ao Blood, Sweat & Tears, que havia se separado, e a banda logo chamou a atenção do renomado executivo musical Clive Davis, que descreveu Clayton-Thomas como um músico “estonteante”.

Sucessos e legado musical

O primeiro álbum da banda com Clayton-Thomas foi um grande sucesso, vendendo 10 milhões de cópias mundialmente e permanecendo nas paradas dos EUA por 109 semanas, além de conquistar cinco prêmios Grammy. Outros sucessos incluem as músicas "And When I Die" e "You’ve Made Me So Very Happy".

Em uma entrevista, Clayton-Thomas comentou sobre o sucesso da banda: "Eu não quero soar arrogante, mas sim, eu sabia. A primeira vez que entrei e cantei com aquela banda, ficamos em choque. Foi uma daquelas experiências elétricas que acontecem."

Carreira solo e trabalho social

A banda fez uma turnê polêmica por países do bloco oriental durante a Guerra Fria, que foi abordada no documentário de 2023, "What the Hell Happened to Blood, Sweat & Tears?". A turnê foi organizada para que Clayton-Thomas pudesse obter um green card para viver e trabalhar nos Estados Unidos.

Após deixar a banda em 1972, devido ao desgaste da vida na estrada, Clayton-Thomas lançou vários álbuns solo e formou uma banda de dez integrantes em Toronto nos anos 2000, com a qual fez turnês. Ele também se dedicou a trabalhos com instituições de caridade voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade e publicou uma autobiografia em 2010. Um concerto em homenagem a Clayton-Thomas está programado para acontecer em breve.