David Clayton-Thomas, o renomado vocalista da banda canadense Blood, Sweat & Tears, faleceu na última quarta-feira, aos 84 anos, em um hospital de Toronto. A informação foi confirmada pelo seu publicitário, Eric Alper, que não divulgou a causa da morte.

Clayton-Thomas foi um dos grandes nomes da música, tendo vendido mais de 40 milhões de álbuns ao longo de sua carreira. Ele foi reconhecido no Canadian Music Hall of Fame e é lembrado por sucessos como "You've Made Me So Very Happy" e "Spinning Wheel". Sua trajetória musical teve início nas ruas de Toronto, onde, ainda adolescente, enfrentou dificuldades, incluindo períodos em prisões e reformatórios. Foi nesses locais que ele aprendeu a tocar violão e descobriu sua paixão pela música.

Em 1968, Clayton-Thomas se juntou ao Blood, Sweat & Tears, contribuindo de forma significativa para o que se tornaria uma das bandas mais populares do final da década de 60. O álbum autointitulado do grupo vendeu dez milhões de cópias em todo o mundo e ficou em primeiro lugar na Billboard por sete semanas, ganhando cinco prêmios Grammy, entre eles o de Álbum do Ano, superando o lendário "Abbey Road" dos Beatles.

O grupo também foi pioneiro ao se tornar a primeira banda de rock a se apresentar na Europa Oriental, em uma turnê solicitada pelo Departamento de Estado dos EUA. Em 1970, a administração Nixon teria pressionado Clayton-Thomas a realizar essa turnê em troca de residência permanente nos Estados Unidos, o que gerou controvérsia na época entre os ativistas contrários à guerra.

Após deixar a banda em 1972, devido ao cansaço acumulado por anos de turnês, Clayton-Thomas lançou mais de uma dúzia de álbuns solo e voltou a se reunir ao Blood, Sweat & Tears no início da década de 1980. Ele deixa duas filhas, Ashleigh Clayton-Thomas e Christine Graham. Um concerto em homenagem à sua vida e obra será realizado em data futura, com a renda revertida para a Peacebuilders Canada, uma causa que o artista apoiava.