A Casa Branca enviou uma solicitação ao Congresso pedindo a aprovação de US$ 87,6 bilhões, a maior parte destinada a atender "necessidades urgentes" relacionadas à guerra dos EUA contra o Irã. O pedido foi feito um dia após o Congresso ter aprovado uma resolução que critica a ação militar.

Segundo a Casa Branca, a maior parte do financiamento, equivalente a US$ 67 bilhões, será destinada ao Departamento de Defesa dos EUA. No entanto, a proposta enfrenta desafios significativos no Congresso, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando e a guerra no Irã sendo impopular entre os eleitores, mesmo com um cessar-fogo atualmente em vigor.

O presidente Donald Trump se viu em desacordo com alguns membros de seu próprio partido, os republicanos, e teria tido uma discussão acalorada com o senador Bill Cassidy, da Louisiana, que votou a favor de uma medida exigindo que Trump interrompesse a guerra ou buscasse aprovação do Congresso para continuar as operações militares.

Após o desentendimento, Cassidy alinhou-se novamente ao presidente, recebendo garantias de membros da administração de Trump, e votou contra outra medida semelhante no Senado.

Na carta enviada ao presidente da Câmara, Mike Johnson, o Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca afirma que a maior parte do pedido visa atender às "necessidades urgentes" relacionadas à Operação Epic Fury, referindo-se à guerra no Irã. O pedido inclui US$ 21 bilhões para munições, US$ 17,3 bilhões para custos operacionais e US$ 12,1 bilhões para programas secretos.

Adicionalmente, a proposta solicita cerca de US$ 300 milhões para reforçar a segurança em embaixadas e postos diplomáticos dos EUA no Oriente Médio e no Sul da Ásia, após alguns deles terem sido atacados anteriormente no conflito.

Embora um plano de paz tenha sido acordado entre Trump e o Irã na semana passada, vozes dissidentes dentro do Partido Republicano expressaram ceticismo quanto à sua eficácia.