A Polícia Civil de São Paulo prendeu o vereador Senival Moura, do Partido dos Trabalhadores (PT), sob a suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, Moura teria exercido influência nas decisões financeiras da Transunião, uma empresa de ônibus que opera 50 linhas na capital paulista, mesmo não ocupando um cargo formal na companhia.
O promotor de Justiça Danilo Pugliesi afirmou: "A pessoa não aparece formalmente na estrutura da empresa, mas, quando analisa as comunicações das pessoas envolvidas, se demonstra que essa pessoa tem poder decisório sobre a empresa". Além de Moura, a Justiça também ordenou a prisão de outros quatro indivíduos, dos quais dois não foram localizados.
A investigação, que teve início em 2020 após a execução de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, revelou que o PCC suspeitava que Adauto estava desviando recursos para a campanha do vereador. Segundo o diretor do DEIC, Ronaldo Sayeg, a empresa foi usada para criar um aumento patrimonial fictício, passando de R$ 100 mil para R$ 50 milhões, com dinheiro oriundo do crime organizado.
Esta ação representa a terceira operação contra empresas de transporte público de São Paulo suspeitas de ligação com o crime organizado. Em resposta, a prefeitura anunciou uma intervenção na Transunião para garantir a continuidade das operações de transporte na cidade.
A defesa de Senival Moura expressou confiança na Justiça, afirmando que a inocência do vereador será comprovada. O diretório municipal do PT também anunciou a abertura de um processo na comissão de ética que poderá resultar na expulsão do vereador. Já o advogado da Transunião afirmou que a intervenção demonstrará que a empresa opera exclusivamente com recursos públicos, sem envolvimento de dinheiro ilícito.
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