Advogados usam comandos ocultos em petições para influenciar decisões judiciais. Uma prática que visa manipular ferramentas de inteligência artificial já foi identificada em diferentes instâncias da Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF).
No caso de Madalena Dutra, uma empresária de Rio Negrinho, no norte de Santa Catarina, o juiz da 1ª Vara de Rio Negrinho, Matheus Della Giustina Perin, utilizou uma ferramenta de inteligência artificial durante a análise do processo. O sistema identificou algo suspeito na petição apresentada, levando o magistrado a realizar uma verificação manual.
A estratégia consiste em esconder textos em petições de diferentes maneiras, como letras brancas sobre fundo branco, fontes muito pequenas, comentários desativados ou metadados dos arquivos. As instruções podem pedir que a inteligência artificial privilegie os argumentos de uma das partes ou desconsidere determinada prova.
Em outro episódio, comandos ocultos foram encontrados em um processo sobre acidente de trânsito em Videira, no centro de Santa Catarina. A tentativa de manipulação passou despercebida pelo primeiro juiz e só foi descoberta na segunda instância.
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